Força é substantivo feminino

Coletivo feminista com atuação no Interior do Ceará, o Severinas promete uma conversa rica em encontro literário na Mostra Sesc de Culturas do Sertão Central

Juntos somos mais fortes. A frase já é famosa, mas basta mudar a flexão de um de seus adjetivos para incorporar todo um outro universo de significados. Juntas – unidas, uma em apoio à outra – para serem mais fortes. Com o objetivo de dar voz e criar espaços em busca de direitos iguais, muitas mulheres se organizam em coletivos, no sentido de facilitar e fortalecer suas atuações em diferentes instâncias – econômica, artística, entre outras.

Um desses coletivos nasceu no Interior do Ceará, e agora ganha espaço na Mostra Sesc de Culturas do Sertão Central. Com cerca de 10 integrantes em média, oriundas de diferentes cidades do Estado, o Severinas é um coletivo feminista interseccional – ou seja, cuja atuação acontece a partir de diferentes campos, mas sempre sob o denominador comum de ser formado por e para mulheres. Para Maria Oliveira, uma das representantes do Severinas, a importância de um coletivo feminista é a de ser um espaço de discussão, suporte e acolhimento para as mulheres. É uma forma de organização política de luta e enfrentamento.

Formado a partir de um grupo de estudos chamado “Gênero, Cultura e Sociedade” mediado pela Prof. Dra. Vânia Vasconcelos na Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central, o Severinas se fortaleceu e, de acordo com a Maria, surgiu a necessidade de romper os muros acadêmicos levando intervenções, palestras para outros espaços, não só em Quixadá, mas também nas outras cidades da região. “Desenvolvemos rodas de conversas, saraus, intervenções, palestras, oficinas com o objetivo de conscientizar nosso público sobre a importância da luta e do empoderamento feminino”, explica.

Mesas redondas, seminários, debates, cafés literários, lançamentos de livros, encontros de militância e outras ações compõem a agenda do coletivo. A próxima parada acontece na Mostra, no dia 27 de julho, em Quixeramobim, onde o Severinas junta-se a outro coletivo feminista – o Coletivo Aliás, de Fortaleza – no Sarau Mulheres do Mundo – Mulheres que Contam Histórias.

No encontro, as integrantes vão apresentar e discutir com o público obras de poetas como Rupi Kaur, Angélica Freitas, Nina Rizzi e delas próprias, buscando promover o protagonismo e o empoderamento das mulheres por meio da arte e da poesia.

Com a expectativa de construir, a partir da parceria com o coletivo Aliás, um sarau que possa trazer novos olhares sobre os textos de autoria feminina, a representante do Severinas espera ampliar a participação, envolvendo o público. “Além de valorizar textos de mulheres que muitas vezes não são lidos em escolas ou conhecidos pelo público, queremos também abrir espaço para alguma mulher que queira colaborar com algum texto, poesia autoral para que o sarau seja mais rico e haja mais participação”.

Serviço

Sarau Mulheres do Mundo – Mulheres que Contam Histórias

Data: 27/07

Horário: 17h

Local: Quixeramobim (Ponte Metálica)

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